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| 20/9/2009 | | Demanda por cobre no Brasil deve subir | "Nos últimos anos crescemos a uma média de 5 a 6%", disse Sérgio Aredes, presidente da Sindicel, associação que reúne 60 fabricantes de produtos derivados do cobre.
"Acreditamos que de 2009 até 2011 provavelmente veremos um crescimento de 7 a 8%", acrescentou.
A expansão econômica, alimentada pelos preços elevados das commodities agrícolas e minerais produzidas no Brasil, é o fator que gerou um aumento no consumo.
Novos conjuntos de apartamentos e lojas de varejo surgiram em São Paulo, principal centro financeiro do País, enquanto reservas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo foram descobertas um ano atrás, melhorando os prognósticos para o longo prazo.
O governo promete mais investimentos, particularmente por meio do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que traria negócios para o setor, segundo Aredes, caso os gastos com infra-estrutura cresçam.
"Ainda não há muitos investimentos nisso. O governo está fazendo muito barulho sobre o PAC, mas há mais coisa no papel do que fora dele. No entanto, devem aparecer nos próximos dois a três anos. Isso gera um bom potencial para a nossa indústria", avaliou Aredes.
Ele disse que a construção de novas usinas para produzir etanol também aquece a demanda por cobre, assim como a expansão na mineração e nas empresas que prestam serviços públicos.
Os preços do cobre tiveram um aumento acentuado nos últimos anos e este aumento dos custos estava sendo repassado às empresas que compõem o Sindicel, provocando uma queda nas margens para absorver uma parte do impacto sobre os consumidores, segundo Aredes.
O avanço dos preços deve continuar em razão do aperto na oferta e da expansão na demanda.
"Em 2008, estamos trabalhando com uma projeção de US$ 7.500 a tonelada. Elevamos para algo próximo dos US$ 8.200 e US$ 8.500. Não acho que chegaremos a esse nível, mas não será menor do que US$ 8 mil", avaliou.
Aredes afirmou que a indústria investiu pesado nos últimos dois anos, antecipando a continuidade dos aumentos acentuados nos preços.
"A demanda está crescento, então você precisa aumentar a capacidade", disse.
O Brasil importa 130 mil toneladas de cobre, grande parte do Chile - maior produtor mundial -, e produz cerca de 220 mil toneladas do mineral, afirmou Aredes.
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